Há anos lutamos pela saúde, nos dedicamos a cuidar das pessoas e atuamos também nas áreas de educação e gestão buscando fazer o melhor para combinar ao máximo desenvolvimento humano e social com bem estar e qualidade de vida. Cada uma/um de nós já atuou ou ainda atua: como profissional de saúde, do território, posto de saúde e internação em casa até o transplante no hospital; como educadora/educador, da educação permanente e preceptoria à graduação e pós-graduação; como agente da gestão pública em diversas áreas e com passagens pelas esferas municipal, intermunicipal, estadual e federal; como pesquisadora/pesquisador curiosos por tudo que possa gerar melhoria da qualidade de vida e inovação.
Algumas vezes trabalhamos juntos e outras tantas nos acompanhamos à distância. O fato é que, de trocas afetivas, laborais, militantes e intelectuais, já se vão mais de duas décadas, do movimento estudantil aos diversos e diversificados caminhos que cada uma/um experimentou nos últimos tempos. Mais vezes quisemos nos reunir e reunir gente interessante para encarar desafios do que pudemos efetivamente fazer. Quase todo nosso tempo foi dedicado à ação e serviço público e nos orgulhamos das diversas conquistas que fizemos parte.
Recentemente descobrimos que poderíamos também inventar novos modos de nos organizarmos e trabalharmos em projetos colaborativos. Provocados pelas inovações, que reinventam modos de fazer e pensar, e inspirados pelo movimento internacional de “empresas sociais” – cuja razão de ser não é a geração de lucro e sim a produção de valores sociais que contribuam com a utopia ativa do desenvolvimento humano em uma sociedade mais justa e sustentável – decidimos criar uma na área de novas tecnologias para a saúde, educação e gestão.
Sim! Colocar nossa capacidade de reflexão e trabalho a serviço da produção de inovações e tecnologias, desbravando veredas, fazendo pontes e parcerias, encarando desafios. Sendo social, a empresa tem teto remuneratório e exige reinvestimento do excedente na sustentabilidade, desenvolvimento, inovação e em atividades que contribuam para a emancipação. Nosso objetivo não é exploração da mais valia do trabalho, é investir no trabalho e construção coletiva em prol de um projeto que achemos que valha a pena.
É por isso que agora somos também UmBu.
Nome que vem do “Ymbu” do Tupi-Guarani e significa “árvore que dá de beber” em referência às suas raízes cheias de água tão importante para auto-resistir e também perpetuar a vida, mesmo nos mais áridos dias na caatinga nordestina. Pois que da raiz ao fruto, do marrom ao verde, da resistência à celebração agridoce do viver, tomamos emprestado o nome dessa planta sertaneja para caminharmos juntos caatinga a dentro e veredas a fora ultrapassando fronteiras.
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